terça-feira, 23 de outubro de 2007

TV Digital 3

Estou escrevendo muito sobre Tv Digital, mas o negócio é que isto está para acontecer e temos que ficar de olho em tudo que "rola" nessa nova mídia.
Estava pesquisando e achei um artigo muito legal sobre os comerciais. Na última postagem falei sobre o DVR, que é o aparelho para gravar os programas para se assistir quanto quiser. Uma coisa assustadora e que pode se tornar real facilmente é que os telejornais poderão perder uma incrível audiência por causa das gravações, pois acredita-se que é um tipo de programa pra ser assistido apenas ao vivo, por ser mais "perecível" que séries e novelas, as pessoas só querem ver jornais na hora em que passam mesmo, pois a validade é muitas vezes curta. E mesmo se os telespectadores gravarem para ver depois provavelmente passarão as propagandas, o que pode dar uma grande "dor de cabeça" para as emissoras. É muito complicado colocar merchandising em um programa jornalístico, isso se não falarmos impossível nos tempos de hoje, e o merchandising é sem dúvida uma das grandes apostas para os outros tipo de programas, principalmente novelas e séries, que são programas que podem ganhar muita audiência quando puderem ser assistidos a qualquer hora.
a Tv digital está aí, bem a nossa frente e vai vir com força total pois se tratando de tecnologia e informação isso evolui sempre. 

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

TV Digital 2

Estamos diante de uma realidade mesmo, em dezembro começará na capital de SP, onde estão cerca de 12% dos televisores do país, a tv digital. Ainda não será muita coisa, por enquanto só alta definição e algumas coisas como ver a escalação do time num jogo de futebol por exemplo. As tecnologias mais legais ainda estarão por vir, a interatividade com os programas de tv tal como comprar produtos, saber informações sobre tudo o que passa na tv, etc. vão demorar um pouco mais.
O que assusta o meio publicitário é o tal do DVR, que é o sistema que permite gravar os programas de tv para assistir depois, pois assim o telespectador pode "pular" as propagandas. Isso é uma dura realidade mesmo, pois nos EUA onde o sistema já oferece esse tipo de gravação, cerca de 60% dos usuários não assistem aos comerciais, e aqui mesmo no Brasil, com o sistema que é oferecido pela Sky, constatou-se que 41% dos usuários assistem aos seus programas gravados sem ver as propagandas.
A primeira solução para a publicidade diante de toda essa mudança é uma coisa que já existe a muito tempo, o bom e velho merchandising nos programas, mas o desafio será transformar esse merchandising, que muitas vezes é extremamente chato, em uma boa e tranquila interatividade com o telespectador, que se tornará um consumidor também ali, na hora  em que estiver assistindo aos seus programas favoritos, podendo interagir com produtos de seu interesse que estarão disponíveis com informações e até compra sem sair de casa, ou melhor, sem nem precisar sair da frente da tv.

Tiago Braga 17/10/07

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

iPhone... É tudo o que falam mesmo...

Depois de ter visto o iPhone na palestra com o Felipe, tive agora a oportunidade "fuçar" em um durante uns bons minutos. Tecnologia é uma coisa incrível, e o iphone é um dos grandes exemplos de que isso é verdade. Com o desbloqueio total, como estava o aparelho em minhas mãos, pude "passear" por todas as funções do telefone da Apple. Realmente é uma coisa do futuro. Com o Google Maps agora é difícil se perder, até porque tem grande parte das ruas daqui do Brasil mesmo, e pode ser acessado sem problema algum via wireless, e com um pouco de lerdesa pela empresa de telefonia, TIM, no caso do que estava vendo. A internet funciona muito bem, como num Mac mesmo, com algumas dificuldades em flash, pois ainda não possui plugin para tal. Temos algumas outras funções muito legais como o youtube, msn, joguinhos, e é claro o bom e velho iPod, que é uma delícia de navegar agora com o coverflow.

Como publicitário, volto a falar o que disse na minha última postagem, que foi sobre as publicidades nos podcasts, e para complementar, uma função que pode ajudar muito esse sistema, é o novo Wi-fi Music Store, que nada mais é que o velho itunes store mas agora presente nos iPhones e iPods Touch. Isso sem dúvida vai fazer com que os usuários baixem mais podcasts, pois a facilidade está muito maior do que já era, e com a possibilidade de pequenas propagandas nos podcasts nós poderemos entrar com força total.

Tiago Braga 08/10/07

domingo, 30 de setembro de 2007

Propagandas em Podcasts

Podcasts com propagandas. Mais uma vez me vi entusiasmado, quando, baixando um podcast novo, vi uma pequena propaganda de um produto que não tinha nada a ver com o vídeo em podcast que baixei na internet antes de o vídeo começar. Talvez as pessoas achem isso horrível, afinal é mais um jeito de "achar" o consumidor num lugar que ele possivelmente nunca pensou que seria "atacado" por propaganda. Eu, é claro, adorei a idéia, e tenho certeza de que pode vir a dar certo se for bem explorado. A propaganda que eu vi, por exemplo, não era nem um pouco bem feita, mas eu assisti sem problema algum, até porque não passava nem de 10 segundos. Mas o fato de não ser bem feita me deixou um pouco chateado, pois a mesma propaganda agora está passando em todas as novas atualizações desse podcast. Se esse novo meio de anunciar for bem usado, tenho certeza de que será uma excelente mídia digital nova que aparecerá com força total. O anunciante pode colocar sua propaganda por um preço muito mais barato, em vários podcasts diferentes, com seus respectivos seguimentos, e a pessoa que é fiel àquele podcast com certeza verá, e a sua atenção estará voltada completamente para a mídia, pois ela pediu pra receber isso.
Novas idéias de "news midia" vão aparecendo por aí, não tenho dúvida de que vão sobrar idéias, pois o mercado está precisando, e nós publicitários temos que atendê-lo com toda a força possível.

Tiago Braga 30/09/07

domingo, 23 de setembro de 2007

TV Digital

Um amigo meu estudante de engenharia elétrica participou de uma palestra sobre TV Digital. Conversamos durante horas sobre isso, discutindo o que eu já havia pesquisado sobre essa nova era e ele falando sobre a tal palestra. A Tv Digital já é uma realidade em nosso meio. dentro de poucos meses o sinal de TV Digital será liberado para São Paulo capital e pouco depois para as demais capitais. Nós, meros moradores do interior poderemos contar com o sinal, mas com uma dificuldade bem meior e alguma burocracia mais "chata", além de o preço mais elevado. Por enquanto a TV Digital ainda será uma tv "normal", só que com qualidade muito superior ao sinal analógico que temos hoje, e com algumas coisas a mais. a interatividade completa ainda vai ficar por aparecer nos próximos anos. Daqui algum tempo se eu estiver assistindo a um episódio da oitava temporada de prison break e achar legal o notebook que estão usando poderei clicá-lo e assim obter todas as informações sobre o produto e até comprar um igual ao que está passando na TV. isso é um sonho para qualquer publicitário que se preze, pois o telespectador não estará sendo "atacado" com milhares de propagandas e se sentindo ameaçado como é hoje, mas ele pedirá para receber as informações sobre o que lhe interessa. o nosso papel quando esse momento chegar é se preparar, e estar por dentro de tudo o que vai acontecer nas novas mídias para assim inventar outras maneiras de atingir os nossos objetivos que na maioria das vezes é mudar o conceito das pessoas.

Tiago Braga 23/09/07

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

As Próximas Ondas...

O MIT já é há vários anos um dos principais centros mundiais de excelência em ciências, tecnologia, administração, economia e política. Por suas salas e cadeiras passaram nada menos que 61 prêmios Nobel. Um número bem relevante em uma época em que o conhecimento e suas aplicações práticas são os maiores ativos de um indivíduo, organização ou de um país.

Alguns projetos do Media Labs, seu centro de pesquisa e desenvolvimento de aplicações em TI, internet e mídia são realmente notáveis. Conheçam um pouco do Electronic Lens, também conhecido por E-Lens.

O E-Lens é uma parceria do MIT com a Cisco, Motorola, Telefonica, a Generalitat de Catalunya (governo da Catalunha, região onde está a cidade de Barcelona) e a escola secundária IES-SEP Lacetània. Ele explora uma integração dos dispositivos móveis ao ambiente físico de uma maneira revolucionária. Através de um telefone celular ou outro aparelho móvel dotado de tecnologia GPS, o usuário escaneia uma tag colocada, por exemplo, em um museu. Após a leitura dessa tag, ele poderá acessar toda a história arquitetônica do edifício, suas exposições atuais e passadas, outros roteiros culturais da cidade, locais de interesse na proximidade, conhecer as opiniões dos visitantes anteriores (em texto, áudio e vídeo) e, evidentemente, efetuar um post com seus comentários ou impressões (também em texto, áudio e vídeo), colaborando com a comunidade e construindo o conteúdo.

O E-Lens se baseia em cinco pontos principais: onde estamos, o quê vemos num determinado momento, com quem interagimos, como nos comunicamos e quais informações nós trocamos.

A junção de mobilidade, mapas, GPS, ferramentas colaborativas e o ambiente físico devidamente pré-classificado com etiquetas legíveis eletronicamente (tags) deverá ser uma realidade nos próximos anos.

Poderemos estar no Parque Ibirapuera e, ao cruzarmos com uma árvore que atraiu nossa atenção, somos impulsionados a conhecer mais a seu respeito. Escaneamos então com nosso celular ou smartphone uma tag verde (uma etiqueta ecologicamente correta) colocada na árvore. Em poucos segundos poderemos conhecer seu nome, origem, população, épocas do ano mais e menos favoráveis, curiosidades, acessar o mapa dos arredores para tomar um refrigerante, conhecer quais os próximos eventos que estão acontecendo no Parque, ver fotos, vídeos e comentários de outras pessoas que já interagiram com aquele ponto e deixar o nosso rastro digital. Quem sabe através de uma bela foto da árvore com o lago do Parque, e ao fundo o skyline da Avenida Paulista.

www.midiadigital.com.br 11/09/07


comentário por PRETO

Essa nova maneira de interagir com as coisas a partir de um aparelho móvel é pra mim uma iniciativa incrível e que pode se tornar uma coisa normal em nossa vida daqui algum tempo. Tudo o que é de interatividade pra mim é fascinante, pois como amante das novas tecnologias não poderia ser diferente. Já me imagino chegando em uma loja como fnac por exemplo, com o meu celular e apontando para um certo produto que acabou de chegar e obter na hora todas as informações sobre o tal. Isso com certeza é um sonho, mas que não tenho dúvida que está perto de ser realidade.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Universal adia entrada no mercado nacional de cinema

A Paramount Pictures permanecerá distribuindo nos cinemas brasileiros os filmes da Universal Pictures durante o ano que vem. Os dois estúdios desfizeram, em março último, a joint-venture UIP em 15 países - entre os quais estão Brasil e México - anunciando operações independentes no cinema. A Universal previa montar uma estrutura própria no Brasil já em março de 2008, mas adiou a data de entrada para experimentar o modelo de operação primeiro no México, onde deve lançar em breve sua estrutura própria.
Segundo o diretor geral da Paramount Pictures, César Silva, o contrato de distribuição dos filmes Universal pela Paramount foi estendido até novembro de 2008 e é só a partir desta data que começará o movimento de entrada no País. "Promessas como a nova versão do Incrível Huck, previsto para 2008, ainda serão distribuídos pela Paramount no Brasil", afirma Silva.
DVD
A operações nacionais de TV, com o Universal Channel, e de distribuição em home entertainment (DVD) são da própria Universal. Nesta quarta-feira, 29, entra no ar a campanha, em TV fechada, de lançamento da 1º temporada da série 'Heroes' em DVD, que será veiculada nos canais Telecine, da Globosat, e no próprio Universal Channel. O filme publicitário, adaptado para o Brasil pela agência Clone, ficará no ar até 15 de setembro.
O filme tem como complemento uma promoção que será realizada em parceria com a rádio Jovem Pan. Durante 15 dias serão veiculadas perguntas sobre a série tanto na rádio como no site da Jovem Pan e os que acertarem ganham box de DVDs com boné. Por fim, haverá campanha para celular (mensagem SMS) anunciando para 10 mil nomes o lançamento simultâneo no Brasil e nos Estados Unidos.
Meio&Mensagem 28/08

Skol aposta em portal com conteúdo para público jovem

Estréia nesta quarta-feira, 29, o Portal Skol, desenvolvido pela Garage Interactive Marketing. O principal objetivo da ação é ampliar o relacionamento com o público jovem. Segundo Leonardo Byrro, gerente de produto da Ambev, o projeto comprova a importância da mídia interativa para a marca. "O público jovem é o principal consumidor de mídia online - temos 32 milhões de usuários no país neste target, uma base sólida para a realização de grandes ações", conta.
Byrro explica ainda que a primeira grande aposta em mídia interativa se deu através da parceria com a Microsoft/MSN. O comunicador instantâneo, que tem a maior comunidade do mundo no Brasil, com 30 milhões de usuários, recebeu em dezembro do ano passado um link com conteúdo da marca. "Desta forma queremos aumentar o tráfego no portal e gerar maior visibilidade para nossas ações", salienta o executivo. A parceria vai até o final de 2007, mas segundo ele, deve ser renovada.
O site apresenta um carrossel de vinhetas relacionadas a cada um dos conteúdos. Na versão inaugural os internautas terão acesso a nove canais, cada um com um conteúdo específico e perfis diferentes, sejam ações de entretenimento realizadas pela marca, eventos ou campanhas.
De acordo com Max Petrucci, sócio da Garage Interactive, o conceito do ambiente é agregar todo o conteúdo da Skol, antes dividido em hotsites. "Estarão presentes até mesmo eventos passados, desde que tenham uma interação bacana, como é o caso do Baile Skol, realizado em junho no Rio de Janeiro", afirma Petrucci. Os quatro eventos simultâneos de vertentes da música negra gerou conteúdo como entrevistas e trechos de shows que poderão ser visualizados pelos visitantes do novo site.
A tecnologia é semelhante ao da TV interativa. "O portal reproduz, em parte, o que são as novas interfaces de TV interativa como a Microsoft IPTV. Com a convergência de mídias, cada vez mais teremos a presença desse tipo de interface", ressalta Petrucci.
Quanto às expectativas sobre o novo portal, Byrro comenta que o mais importante é fidelizar a base atual de acessos mensais. "Em 2006 recebíamos entre 200 e 250 mil acessos por mês. Em 2007 esse número subiu para 1 milhão", esclarece. Já Petrucci explica que espera consolidar a Skol como marca inovadora também na web, e se apropriar do conteúdo de entretenimento para o público jovem na internet.

Meio&mensagem 29/08

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A web não deve ter versões

Fico inquieto quando leio algo sobre Web 2.0, Web 3.0. Na última conferência sobre o tema, em Sao Paulo, ouvi falar até da Web 4.0. Nos últimos anos, diversas áreas da tecnologia da informaçao evoluíram e algumas inovaçoes mudaram e estao mudando a forma de consumir a internet. No entanto, demarcar este movimento com versoes parece mais estratégico que histórico ou científico, uma forma de direcionar os holofotes - e os negócios - novamente para a internet, apagados com o estouro da bolha em 2000.

Vamos tentar separar as coisas. Os sites estao mais dinâmicos que nos primórdios da internet? Sim. E é só por isso que as pessoas estao se comunicando mais? Definitivamente nao. O aumento da troca de informaçoes na rede se dá porque mais pessoas estao entrando na internet. Nao só a nova geraçao, que já cresce com hábitos de consumo completamente diferentes das anteriores, mas os mais velhos, que estao vencendo as resistências dadas as vantagens proporcionadas pelo novo meio.

O ponto é que antes mesmo do estouro da bolha já existiam ferramentas colaborativas, ambientes interativos e tudo isto que estao dizendo que é 2.0. Porém, poucas pessoas sabiam usar estas ferramentas ou tinham interesse em aprendê-las. Na época, a sociedade nao impunha a tecnologia como agora, em que a internet se mostra indispensável. Novas ferramentas foram lançadas nos últimos anos, é verdade, mas o sucesso '2.0' se deu mais pela popularizaçao da Rede do que pela inovaçao destas ferramentas em relaçao às anteriores.

Entao tudo o que vendem como novidade na Web 2.0 é história? Também nao. Algumas evoluçoes - a palavra é evoluçao e nao revoluçao - indicam que realmente haverá mudanças de hábito na relaçao com a web, principalmente em enxergá-la como uma plataforma, e nao mais como um ambiente de consumo de informaçao apenas. O Google é a principal referência nesta linha de inovaçao e a mais citada na conferência em SP. Alguns produtos como o Gmail, Google Maps e Google Calendar estimulam o usuário a manter suas informaçoes no ambiente web.

O curioso é que o próprio Google faz questao de nao demarcar seus aplicativos online com versoes, tendo em sua maioria a palavra 'beta' incorporada aos produtos. Eu estranho que o maior representante da Web 2.0 faça questao de mostrar que caminha em outra linha - ser sempre beta, em constante evoluçao. Ou seja, é melhor pararmos de uma vez de definir versoes na Web e ficarmos com a Web beta, certo?

Renato Consentino bluebus 11/07/07