quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Universal adia entrada no mercado nacional de cinema

A Paramount Pictures permanecerá distribuindo nos cinemas brasileiros os filmes da Universal Pictures durante o ano que vem. Os dois estúdios desfizeram, em março último, a joint-venture UIP em 15 países - entre os quais estão Brasil e México - anunciando operações independentes no cinema. A Universal previa montar uma estrutura própria no Brasil já em março de 2008, mas adiou a data de entrada para experimentar o modelo de operação primeiro no México, onde deve lançar em breve sua estrutura própria.
Segundo o diretor geral da Paramount Pictures, César Silva, o contrato de distribuição dos filmes Universal pela Paramount foi estendido até novembro de 2008 e é só a partir desta data que começará o movimento de entrada no País. "Promessas como a nova versão do Incrível Huck, previsto para 2008, ainda serão distribuídos pela Paramount no Brasil", afirma Silva.
DVD
A operações nacionais de TV, com o Universal Channel, e de distribuição em home entertainment (DVD) são da própria Universal. Nesta quarta-feira, 29, entra no ar a campanha, em TV fechada, de lançamento da 1º temporada da série 'Heroes' em DVD, que será veiculada nos canais Telecine, da Globosat, e no próprio Universal Channel. O filme publicitário, adaptado para o Brasil pela agência Clone, ficará no ar até 15 de setembro.
O filme tem como complemento uma promoção que será realizada em parceria com a rádio Jovem Pan. Durante 15 dias serão veiculadas perguntas sobre a série tanto na rádio como no site da Jovem Pan e os que acertarem ganham box de DVDs com boné. Por fim, haverá campanha para celular (mensagem SMS) anunciando para 10 mil nomes o lançamento simultâneo no Brasil e nos Estados Unidos.
Meio&Mensagem 28/08

Skol aposta em portal com conteúdo para público jovem

Estréia nesta quarta-feira, 29, o Portal Skol, desenvolvido pela Garage Interactive Marketing. O principal objetivo da ação é ampliar o relacionamento com o público jovem. Segundo Leonardo Byrro, gerente de produto da Ambev, o projeto comprova a importância da mídia interativa para a marca. "O público jovem é o principal consumidor de mídia online - temos 32 milhões de usuários no país neste target, uma base sólida para a realização de grandes ações", conta.
Byrro explica ainda que a primeira grande aposta em mídia interativa se deu através da parceria com a Microsoft/MSN. O comunicador instantâneo, que tem a maior comunidade do mundo no Brasil, com 30 milhões de usuários, recebeu em dezembro do ano passado um link com conteúdo da marca. "Desta forma queremos aumentar o tráfego no portal e gerar maior visibilidade para nossas ações", salienta o executivo. A parceria vai até o final de 2007, mas segundo ele, deve ser renovada.
O site apresenta um carrossel de vinhetas relacionadas a cada um dos conteúdos. Na versão inaugural os internautas terão acesso a nove canais, cada um com um conteúdo específico e perfis diferentes, sejam ações de entretenimento realizadas pela marca, eventos ou campanhas.
De acordo com Max Petrucci, sócio da Garage Interactive, o conceito do ambiente é agregar todo o conteúdo da Skol, antes dividido em hotsites. "Estarão presentes até mesmo eventos passados, desde que tenham uma interação bacana, como é o caso do Baile Skol, realizado em junho no Rio de Janeiro", afirma Petrucci. Os quatro eventos simultâneos de vertentes da música negra gerou conteúdo como entrevistas e trechos de shows que poderão ser visualizados pelos visitantes do novo site.
A tecnologia é semelhante ao da TV interativa. "O portal reproduz, em parte, o que são as novas interfaces de TV interativa como a Microsoft IPTV. Com a convergência de mídias, cada vez mais teremos a presença desse tipo de interface", ressalta Petrucci.
Quanto às expectativas sobre o novo portal, Byrro comenta que o mais importante é fidelizar a base atual de acessos mensais. "Em 2006 recebíamos entre 200 e 250 mil acessos por mês. Em 2007 esse número subiu para 1 milhão", esclarece. Já Petrucci explica que espera consolidar a Skol como marca inovadora também na web, e se apropriar do conteúdo de entretenimento para o público jovem na internet.

Meio&mensagem 29/08

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A web não deve ter versões

Fico inquieto quando leio algo sobre Web 2.0, Web 3.0. Na última conferência sobre o tema, em Sao Paulo, ouvi falar até da Web 4.0. Nos últimos anos, diversas áreas da tecnologia da informaçao evoluíram e algumas inovaçoes mudaram e estao mudando a forma de consumir a internet. No entanto, demarcar este movimento com versoes parece mais estratégico que histórico ou científico, uma forma de direcionar os holofotes - e os negócios - novamente para a internet, apagados com o estouro da bolha em 2000.

Vamos tentar separar as coisas. Os sites estao mais dinâmicos que nos primórdios da internet? Sim. E é só por isso que as pessoas estao se comunicando mais? Definitivamente nao. O aumento da troca de informaçoes na rede se dá porque mais pessoas estao entrando na internet. Nao só a nova geraçao, que já cresce com hábitos de consumo completamente diferentes das anteriores, mas os mais velhos, que estao vencendo as resistências dadas as vantagens proporcionadas pelo novo meio.

O ponto é que antes mesmo do estouro da bolha já existiam ferramentas colaborativas, ambientes interativos e tudo isto que estao dizendo que é 2.0. Porém, poucas pessoas sabiam usar estas ferramentas ou tinham interesse em aprendê-las. Na época, a sociedade nao impunha a tecnologia como agora, em que a internet se mostra indispensável. Novas ferramentas foram lançadas nos últimos anos, é verdade, mas o sucesso '2.0' se deu mais pela popularizaçao da Rede do que pela inovaçao destas ferramentas em relaçao às anteriores.

Entao tudo o que vendem como novidade na Web 2.0 é história? Também nao. Algumas evoluçoes - a palavra é evoluçao e nao revoluçao - indicam que realmente haverá mudanças de hábito na relaçao com a web, principalmente em enxergá-la como uma plataforma, e nao mais como um ambiente de consumo de informaçao apenas. O Google é a principal referência nesta linha de inovaçao e a mais citada na conferência em SP. Alguns produtos como o Gmail, Google Maps e Google Calendar estimulam o usuário a manter suas informaçoes no ambiente web.

O curioso é que o próprio Google faz questao de nao demarcar seus aplicativos online com versoes, tendo em sua maioria a palavra 'beta' incorporada aos produtos. Eu estranho que o maior representante da Web 2.0 faça questao de mostrar que caminha em outra linha - ser sempre beta, em constante evoluçao. Ou seja, é melhor pararmos de uma vez de definir versoes na Web e ficarmos com a Web beta, certo?

Renato Consentino bluebus 11/07/07